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A REDE é uma ONG que tem larga experiência na mobilização cidadã. Atua junto a comunidades para apoiar processos de organização na busca da melhoria das condições de vida e da cidadania plena.

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Histórico

12 de Agosto de 2014, 18:36 , por Lays Britto - 0sem comentários ainda | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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A REDE foi fundada em 1998, quando alguns amigos começaram a se encontrar para discutir a possibilidade de agirem juntos, segundo a competência de cada um, para ajudar o desenvolvimento endógeno dos bairros populares de Salvador, Bahia, Brasil. O impulso inicial foi gerado pelo desejo de dar continuidade às atividades de campo de uma tese de doutorado cujo terreno de pesquisa e ação foi o bairro Vila Verde, na periferia da cidade de Salvador/BA.  Esta experiência deu origem ao livro “Pedagogia da participação: trabalhando com comunidades”, de autoria da professora Débora Nunes e deu base para a atuação posterior da Rede.

A vontade de continuar a trabalhar no bairro Vila Verde e de estender a experiência para outros bairros, contando com recursos humanos e materiais mais amplos, conduziu o grupo à formação da ONG. Esta proposta encontrou eco junto a profissionais desejosos de dar um sentido social à sua atuação, e o trabalho foi se desenvolvendo dentro da lógica da participação popular, incorporando ações de economia solidária e, mais tarde, também ações ambientais, que são as três linhas de ação da REDE.

Ao longo de sua história a Rede fez parcerias institucionais com várias instituições, como Petrobrás, Sebrae, Secretaria do Trabalho do Estado da Bahia, Universidade Salvador – Unifacs, Prefeitura Municipal de Miguel Calmon, Movimento Vozes de Salvador, Fórum “A Cidade Também é Nossa”, Ministério Público da Bahia, entre outras, e atuou sempre de forma cooperativa. As percerias com inúmeras instituições da sociedade civil foram se desenvolvendo ao longo do tempo, fazendo da Rede, cada vez mais, uma ONG de ação e articulação, criando cooperações tanto de caráter social, como ambiental, de defesa das minorias, de ação cidadã em Salvador, etc.


Princípios que orientaram a formação da Ong

(Incluídas em seus documentos originais)

1  

Nós agimos como catalisadores da iniciativa popular e cidadã, articulando parcerias, formando novas lideranças  e buscando agir segundo o princípio proposto por Gandhi "nós precisamos ser a mudança que queremos ver"

2   Nossa atividade como catalisadores de ações, visando a melhoria das condições de vida,  o cuidado com o meio ambiente  e o exercício da cidadania plena, respeita sempre as especificidades da população local e dos/as parceiros/as, buscando impulsionar a autonomia das pessoas envolvidas, sem jamais criar a dependência sobre nós
3  

Nosso modo de trabalho busca sempre manter uma relação de confiança, diálogo e de igualdade. Os processos autogestionários nos quais nos envolvemos buscam destacar o talento de cada um/a e co- construir as ações das quais todos/as são responsáveis;

4  

Nossa contribuição pessoal se exercerá  como profissionais – na prestação de serviços – e outra como membros de uma rede pela cidadania. Para isso, nossas relações sociais no plano familiar, profissional ou de amizade poderão ser solicitadas para ajudar no sucesso da ação em curso;

5  

Cada membro da REDE pode também agir – em sintonia com os princípios acima – como um núcleo de direção e de crescimento da REDE.


Atividades e Projetos (1998 - 2015)

  • De 1998 a 2012, apoiamos a Creche Comunitária do Conjunto Vila Verde, fundada em 1996 com 12 crianças, propiciando-lhes parcerias sólidas com organismos financiadores e prestando-lhes os mais diversos serviços profissionais necessários às suas atividades. A creche contava, quando tornou-se autônoma, com cerca de 60 crianças atendidas.
  • De 1998 a 2004, apoio a Escola Comunitária de Alfabetização do mesmo bairro, instituição também fundada em 1996, com as mesmas características de contribuir para viabilizar seu funcionamento pleno e ampliação do número de crianças atendidas.

  • De 1998 a 2008, apoio a Creche Comunitária do Loteamento Vila Verde, situada nas vizinhanças da anterior, que havia sido fundada em 1995 de forma precária e que atendeu, até 2008, cerca de 50 crianças. Enquanto durou, a frutífera parceria com a empresa Policarbonatos, intermediada pela REDE, proviu bases financeiras para o funcionamento da creche e envolveu diversos profissionais da empresa.

  • De 2001 a 2004, atividades de apoio técnico, administrativo e vivencial a empreendedores/as da Economia Solidária. Neste âmbito, a REDE estimulou, com recursos de seus associados, a constituição da Cooperativa Popular de Alimentação do Vila Verde – COOPAVV, em torno de uma horta comunitária e de um restaurante que vendia comida por um real, no bairro de Vila Verde, em Salvador.

  • Em um segundo momento (de 2004 a 2010) em parceria com o Escritório Público de Apoio ao Desenvolvimento Local – EPADE (incubadora de Economia Solidária da Universidade Salvador - UNIFACS), apoiamos a formação e desenvolvimento da Cooperativa de Alimentação Engenho Doce – COOPAED, com patrocínio da Petrobrás. Essa entidade, ainda em funcionamento, é uma das criadoras da Rede de Alimentação de Economia Solidária da Bahia;

  • Entre 2003 e 2006, a Rede idealizou e executou, com a parceria de antidades locais, o Projeto Viver Vila Verde, de apoio a adolescentes em risco de vida por envolvimento com o tráfego de drogas. Este projeto, com várias modalidades de ação, envolveu 15 adolescentes, buscando fazer face à grande mortandade de meninos no bairro Vila Verde, e ajudou vários deles a encontrarem um lugar na sociedade, vencendo assim, mesmo em escala modesta, a força da violência.

  • Em 2005, idealizou e executou, dentro do programa de Qualificação do trabalhador do Ministério do Trabalho (PNQ), o projeto de Qualificação para artesãos. Em parceria com o EPADE - Escritório Público de Apoio ao Desenvolvimento Local e Regional da UNIFACS e em cooperação com instituições diversas no interior da Bahia, o projeto formou artesãos em Economia Solidária e inovou criando o curso “Design e Apresentação de Produtos”, ministrados no Laboratório de Maquetes do curso de Arquitetura e Urbanismo da UNIFACS. Este curso propiciou um bom ambiente para a constituição de várias paracerias entre artesãos que hoje participam de cooperativas.

  • Desde 2009, a Rede coordena a realização do Brechó EcoSolidário, evento criado em 2006 na Unifacs, em torno da Economia Solidária e do Consumo Consciente. O evento, cada vez mais interdisciplinar, acontece anualmente no Parque da Cidade, em Salvador, em torno de um grande mercado anual de trocas de bens usados. O amplo processo autogestionário de sua organização já envolveu até hoje cerca de 100 organizações públicas e privadas e movimentos da sociedade civil e mais de 50 Empreendimentos de Economia Solidária. O ambicioso objetivo do evento, que conta anualmente com mais de uma centena de jovens voluntários, é possibilitar ao público a discussão e vivência de inovações na sociedade para fazer face aos desafios econômicos, sociais, ambientais e espirituais da humanidade.

  • Em 2009, a REDE conduziu o Projeto Escola Ecológica, atividade piloto de mobilização de sete escolas públicas estaduais soteropolitanas, em parceria com o Instituto Anísio Teixeira – IAT, e que envolveu cerca de 70 professores e foi coordenado pela professora Débora Nunes e pelo Professor Emerson Sales.

  • Entre 2009 e 2011, a REDE desenvolveu o projeto de Reflorestamento com Vegetação Nativa na Fazenda Lagoa do Morro. Esta iniciativa propôs a utilização técnicas da Restauração Ecológica para recuperar Áreas de Proteção Permanente – APPs, da empresa.

  • A partir de 2010, a REDE representa a organização do Brechó EcoSolidário na rede internacional Diálogos em humanidade (http://dialoguesenhumanite.org/) e Débora Nunes tornou-se membro do Conselho Internacional dessa rede;

  • Entre 2010 e 2011, a REDE desenvolveu o Projeto de Recuperação da Mata Ciliar no Município de Miguel Calmon, com financiamento do governo do Estado, através do Instituto de Águas e Clima da Bahia, e da Prefeitura Municipal. Uma iniciativa que promoveu a participação de moradores locais através de curso e oficinas com as comunidades rurais da região. Foram plantadas cerca de três mil mudas em áreas de matas ciliares degradadas, com o auxílio das comunidades que participavam dos mutirões de plantio. O Sítio do Futuro, núcleo de extensão rural da REDE, produziu as mudas de vegetação nativa usadas no projeto.

  • Desde 2011, realiza o Projeto ArteEncontro que reúne artesãos e artistas para trabalhar de maneira solidária em uma proposta de transformar restos, resíduos e lixo em objetos significativos e expô-los em feiras, exposições artísticas e pela internet. Nestes encontros trabalha-se de forma prazerosa, colaborativa, respeitosa dos talentos e limitações de cada um, e valorizando a diversidade da criação humana.

  • Em 2011, a REDE coordenou o Programa de Educação para o Consumo Consciente, projeto de mobilização de 22 escolas municipais, em diferentes bairros de Salvador, com apoio da Secretaria Municipal de Educação e Cultura e da FUNDESF. O projeto, porém, encontrou dificuldades de realização por conta dos vícios de falta de transparência e suspeita de desvio de recursos e a Rede se retirou de sua realização, entrando com ação no Ministério Público para esclarecer os fatos.

  • Entre 2011 e 2012 a REDE realizou, em parceria com o Movimento Vozes de Salvador e o Ministério Público da Bahia, o pioneiro Seminário de Planejamento Urbanístico e Gestão Ambiental, para elaboração participativa de políticas do governo. O projeto envolveu consultores especialistas em diferentes áreas e membros de entidades de segmentos importantes da sociedade civil, discutindo com o público a problemática urbana de Salvador (http://redeprosolidarios.org/vozes-de-salvador). As sugestões oriundas desses debates e da consulta subsequente, aberta ao público através da internet, foram sintetizadas por grupos de trabalho formados por membros da sociedade civil e especialistas, em um documento de “Compromisso com a Cidade” (http://redeprosolidarios.org/vozes-de-salvador/compromissos-com-a-cidade-2011) que foi submetido aos prefeituráveis e seus partidos, contribuindo para a democratização e elevação do padrão de debate na eleição.

  • Em 2013 e 2014 a REDE realizou o curso Participação Cidadã e Controle Social (http://redeprosolidarios.org/participacao-cidada-e-controle-social), que buscou formar novas lideranças soteropolitanas e que aconteceu em um espaço popular, o Salão de Xangô do terreiro Oxumaré, na Av. Vasco da Gama. Esse curso abordou temáticas urbanísticas e políticas e contou com especialistas do mais alto nível (ver lista no relatório) que passaram seus conhecimentos e provocaram debates. O engajamento de grandes intelectuais e lideranças da sociedade na realização do curso mostram o potencial da experiência, pois há de fato disponibilidade de cooperação e essa pode ser replicada no futuro. A metodologia do curso foi mudada no segundo ano, tornando-se os encontros “Suingue e Prosa”, nos quais misturou-se cultura e discussão política.

  • Desde agosto de 2014, em parceria com o Ministério Público do Estado da Bahia (Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo), a Rede está promovendo o acompanhamento técnico da elaboração do “Plano Salvador 500” e da revisão do Plano de Diretor de Desenvolvimento Urbano de Salvador. Esse projeto, que tem como objetivo apoiar a sociedade civil soteropolitana em sua discussões com a Prefeitura de Salvador, ganhou o nome de “Participa Salvador”. A equipe técnica da REDE tem trabalhado em parceria com o Movimento Vozes de Salvador, com o Fórum “A cidade Também é nossa” e com o Ministério Público e suas ações são publicadas através dos sites http://redeprosolidarios.org/participa-salvador e http://participasalvador.com.br/


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